Dicas para montar o Cardápio do meu Restaurante

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Dicas para montar o Cardápio do meu Restaurante

Você está iniciando um negócio no ramo alimentício (restaurante, lanchonete, padaria etc.) e tem dúvidas sobre como montar um cardápio eficiente? Quais estratégias têm adotado para que o seu menu seja capaz de transmitir todo o conceito e diferenciais do seu estabelecimento? Você sabe como realmente vender os seus pratos e bebidas?

O cardápio precisa ser muito bem planejado para se tornar o cartão de visita perfeito do seu restaurante e aumentar as vendas.

1 – A IMPORTÂNCIA DO CARDÁPIO

Num primeiro momento, podemos dizer que o cardápio é responsável por expor ao cliente os pratos com os quais a casa trabalha.

Em outras palavras, é um dos pilares fundamentais para o funcionamento de um restaurante e deve ser valorizado como tal.

O que muitos empresários não sabem é o impacto que essa poderosa ferramenta pode gerar nos lucros do seu estabelecimento, e por isso ele merece toda atenção possível.

A disposição correta de todas as opções facilita a leitura e a escolha, porém a fonte escolhida, o layout, as imagens e todas as demais características também devem ser trabalhadas cuidadosamente, afinal, o cardápio é um dos principais itens que irá representar seu negócio, e muitas vezes ajudará a formar a opinião do cliente em relação à primeira impressão que tem do local que ele escolheu para se alimentar.

Pronto para começar? Esta é a oportunidade de mostrar que seu estabelecimento é o melhor da região e vamos te ajudar nessa missão com dicas sobre como montar um cardápio. Para tornar mais fácil a leitura, dividimos elas em 4 partes:

1- Definição do Menu

2- Preços

3- Layout e diagramação

4- Otimização do cardápio

2 – PESQUISE INFORMAÇÕES PARA MONTAR O CARDÁPIO

Primeiramente, qual o tipo de público do seu restaurante? Cada perfil tem os seus gostos e preferências de pratos, inclusive de elementos estéticos.

De nada adianta abrir um restaurante requintado se o cardápio é simples demais, usa um tipo de material mais barato e possui elementos gráficos que destoam do clima de sofisticação.

Pesquise quais as tendências em cardápio de restaurante que são mais adotadas pelos concorrentes e o que os consumidores dos mesmos têm comentado referente aos menus.

Destaque as melhores práticas em materiais, tamanho, design, layout, formato e organização dos itens a partir desses dados, com a ajuda de uma empresa profissional, estabeleça quais diferenciais você pode aplicar no seu cardápio. A prática de avaliar e extrair o melhor dos concorrentes é conhecida por Benchmarking.

3 – A RELAÇÃO COZINHA X RESTAURANTE

Antes de determinar o cardápio do seu restaurante, você precisa ter em mente que o menu relaciona-se diretamente com a capacidade da sua cozinha.

O tamanho e a configuração da cozinha irão influenciar diretamente no tamanho e estilo do seu cardápio. Avalie também o espaço para armazenamento dos ingredientes e alimentos.

Segundo a especialista em restaurantes Lorri Mealey, o fato de uma cozinha menor poder vir a limitar a variedade do seu menu não significa que não seja possível ofertar vários itens.

“Eu trabalhei em pequenas cozinhas de restaurantes que incluíam mais de cem itens em seu menu. No entanto, o segredo era que o menu utilizava vários ingredientes e usava apenas duas a três pontos de cozinha diferentes “, afirma.

4 – PERFIL DE PÚBLICO E INFORMAÇÕES DEMOGRÁFICAS

Ao escolher o público-alvo, leve em consideração todos os fatores como idade e dados demográficos para atingir o mercado que você deseja atrair.

Um público jovem costuma ser mais receptivo a pratos excêntricos e diferentes do que idosos, que por sua vez, são costumam serem mais conservadores em relação à novas combinações e opções.

Se o seu restaurante está localizado em uma região turística que concentra visitantes estrangeiros, por exemplo, investir em pratos típicos costuma ser uma ótima ideia, já que essas pessoas estão mais propensas a conhecer a culinária local.

Se o público-alvo possui um perfil com engajamento ecológico, uma boa opção é oferecer ingredientes sazonais, locais, que possuam elementos alinhados à sustentabilidade e com preferência desse público, como saladas.

5 – OBSERVE OS CONCORRENTES E DIFERENCIE-SE

Um item muito importante na hora de montar um cardápio é pesquisar quais tendências em cardápio e práticas de preços estão em alta na concorrência e na região onde seu estabelecimento está localizado.

Avalie o que tem feito sucesso e quais são as melhores opções de acordo com os períodos. Mas não seja um restaurante mais do mesmo e procure se diferenciar dos demais. Essa diferenciação pode acontecer inclusive nos pequenos detalhes.

Se o prato conhecido da sua região é uma sopa, por exemplo, você pode acrescentar um ingrediente diferente, um toque especial e exclusivo no sabor, trabalhar com ingredientes de fabricação local ou orgânicos, destacando isso no cardápio como um diferencial.

É importante adotar boas práticas da concorrência mas se o cardápio do seu restaurante não se diferenciar dos demais, o caminho do sucesso do seu negócio certamente será mais difícil. Faça tudo para que o cliente sinta que frequentar o seu estabelecimento é uma experiência gastronômica única.

6 – COMO MONTAR UM CARDÁPIO PARA RESTAURANTE SIMPLES

Normalmente um estabelecimento costuma servir almoço e jantar com pratos distintos. Por este motivo, é recomendável confeccionar dois cardápios para cada refeição.

Um prato costuma ser composto por três partes, que são a entrada, o principal e a sobremesa. Os aperitivos não devem ser incluídos no cardápio, pois são considerados uma cortesia oferecida pela casa para agradar o cliente enquanto ele espera pelo que pediu.

Um cardápio precisa estar alinhado com o tema e especialidade do negócio. Para isso, é preciso contar com pratos que se adequem ao estilo de culinária que você pretende comercializar na casa.

Se o seu foco é comida italiana, por exemplo, não se esqueça de valorizar as massas e carnes tradicionais dessa culinária. Caso seja oriental, peixe não pode faltar.

Se for brasileiro, é preciso escolher qual a região que você vai priorizar: a culinária mineira, baiana, carioca, gaúcha ou de outro estado. Quanto mais o seu cardápio atender à proposta da casa, mais ele será útil para agradar a clientela.

7 – FAÇA UM CARDÁPIO DE ACORDO COM O SERVIÇO

Você pode criar um cardápio de acordo com o tipo de serviço com que pretende trabalhar em seu estabelecimento. Na opção à la carte, você apresenta um leque de opções e dá liberdade ao cliente para montar o prato, escolhendo o que deseja para a entrada, prato principal e sobremesa a preços atrativos, agrupando os itens e seus respectivos valores.

A desvantagem é que os pedidos podem ser mais imprevisíveis, o que pode aumentar os custos com operação e alimentos.

Há o tipo table d’hote, que trabalha com refeições prontas e preços fixos, cuja composição dos pratos é previamente definida.

Podem entrar promoções acrescentando ingredientes (como porção de feijão, fritas ou salada, por exemplo). Esse tipo de cardápio  permite um maior controle de gastos e desperdícios, já que trabalha com pedidos mais limitados. Por outro lado, não atende a clientes com gostos ou dietas mais específicas.

O cardápio também pode ser misto, oferecendo os dois tipos citados anteriormente.

8 – COGITE CARDÁPIOS SEMANAIS

Os modelos semanais costumam ser muito utilizados especialmente em restaurantes como self-services, à quilo e populares.

Esse formato abrange variações que permitem ao consumidor experimentar diversas opções ao frequentar o estabelecimento em dias diferentes – o que abre diversas possibilidades de oferecer atrativos, inclusive acompanhando variações no clima.

Isso não significa que você precise oferecer uma novidade a cada dia, mas pode variar composições. No Brasil, a maioria serve itens comuns em pratos executivos, como arroz, feijão e carne.

Algumas sugestões de cardápios semanais:

Você pode, por exemplo, oferecer variações de arroz (à grega, carreteiro); feijão (tropeiro, feijoada, de corda, etc.) e carnes (frango, filet mignon, bife à parmegiana, peixes, linguiça de perfil ou suína etc).

As massas também são muito comercializadas e você pode explorar variações como lasanha, nhoque, panquecas, macarrão (e seus tipos como penne, talharim, parafuso, por exemplo).

O mesmo vale para os acompanhamentos (batata palha, purê, mandioca frita, pão de alho, por exemplo), e sobremesas (sorvetes, tortas, frutas, entre outras).

Em dias frios, oferecer sopas pode ser a opção ideal para os clientes que desejam se aquecer. Já nos dias quentes, as opções de saladas costumam serem a atração da vez e você pode variar nos vegetais, legumes e molhos que compõem o prato.

Se a sua região possui um item exótico, uma fruta ou um ingrediente exclusivo, invista nele, pois, certamente fará a alegria dos turistas.

Importante: cuidado com o excesso de variações para não desequilibrar o seu estoque e gerar prejuízos. Estude as preferências do público de acordo com o clima e o dia da semana e à partir daí ofereça variações condizentes com a capacidade do seu restaurante.

9 – CUIDADO AO DAR NOMES AOS PRATOS

Para facilitar a identificação pelos clientes na hora de fazer o pedido, alguns restaurantes costumam numerar os pratos.

Outra opção interessante é colocar nomes especiais que criem uma identidade da casa. Se a decoração do seu restaurante é inspirada no estilo musical Rockabilly (anos 1950 e 1960), você pode nomear pratos, bebidas e sobremesas com ícones da época. Apesar da tática de dar nomes peculiares ser interessante, cuidado para não exagerar.

Muitos nomes desse tipo no cardápio podem ter o efeito contrário e confundir o cliente na hora de fazer o pedido, assim como nem todas opções precisam receber nomes diferentes, ainda mais se essas não possuírem nada de inovador em sua composição.

Na dúvida, fale com nossos especialistas que já contribuíram na criação e diagramação de milhares de cardápios de diversos tipos de restaurantes em todo Brasil

10 – DEFINA O FORMATO DO CARDÁPIO DE RESTAURANTE

Ainda falando sobre a identidade do público-alvo, escolha o formato do cardápio mais adequado ao seu perfil de cliente. Para estabelecimentos com poucos pratos, o mais recomendável é o cardápio no formato aberto (página), que reúne as informações dos pratos em uma única página.

Mas é importante se atentar à disposição dessas informações, que não podem aparecer amontoadas e precisam estar visualmente confortáveis para que o cliente possa passear por elas sem parecer um cardápio “claustrofóbico”.

Já para estabelecimentos que trabalham com mais opções, é recomendável o cardápio fechado, no formato livro, cujos pratos são definidos de forma estratégica e o cliente possa passear por eles sem se preocupar em primeira instância com os valores, mas sim com os atrativos dos produtos.

11 – PENSE EM DIVERSIFICAR

Uma oportunidade interessante de criar diferenciais para o seu negócio e destacá-lo da concorrência é saber como montar um cardápio com opções para diversos públicos dentro da proposta do seu empreendimento.

Você pode diversificar o seu menu para atender grupos específicos como alérgicos (que evitam glúten, corantes artificiais etc), intolerantes à lactose, pessoas com deficiência visual (com linguagem braille), vegetarianos, veganos e quem busca alimentações alinhadas a um estilo de vida fitness.

12 – CRIE CATEGORIAS HARMONIOSAS

Dê preferência a cardápios com número similar de pratos em cada categoria, pois garante aos consumidores opções equilibradas de escolha.

Considere montar um cardápio de restaurante com categorias separadas por página ou caso haja muitas, agrupe-as em subcategorias. Por exemplo, na parte das bebidas divida-as em tipos, como cervejas, destilados, drinks especiais e refrigerantes.

Uma dica interessante é criar uma categoria como “Indicação do chef” para chamar a atenção dos clientes, em especial para novidades. Caso você trabalhe com muitas bebidas ou sobremesas, talvez seja melhor criar um cardápio separado para elas.

Certifique-se de que as seções que não exigem descrições maiores estão dispostas de forma semelhante a todas as demais, para criar maior uniformidade.

13 – CRIE E DESTAQUE PRATOS COM A ASSINATURA DO CHEF

Em vários restaurantes, é o chef de cozinha quem desenvolve os itens do cardápio. Ele possui um segmento na qual é mais especializado, conhecimento que ao ser bem combinado com a proposta do menu e o direcionamento do negócio, podem gerar resultados surpreendentes.

Contratar um chef que é especialista ou tem boa experiência no tipo de comida que você quer servir é mais do que óbvio, mas o segredo é pedir para ele criar pratos exclusivos, que você pode destacar no cardápio como exclusividade de casa e principalmente: LUCRAR MUITO EM CIMA DELES, seja vendendo à um valor mais elevado ou pedindo para ele desenvolver esses pratos exclusivos com ingredientes que você consiga ter uma economia na compra.

No conceito de Engenharia de Cardápios esses pratos são categorizados como QUEBRA CABEÇAS e devem sempre ser destacados, pois tem alta lucratividade e baixa popularidade, além de agregar grande valor à sua casa por ser um produto que só ela comercializa.

14 – CUIDADO COM SEU GOSTO PESSOAL

Óbviamente que você, como proprietário do seu negócio, tem o poder de decisão sobre o que entrará ou não no menu, mas é importante reforçar que essa característica não deve ser se sobrepor a outros fatores que influenciam diretamente na composição, como a região onde seu restaurante fica, as tendências, preferências do seu público-alvo e competências do seu chef.

Procure ser flexível e aceite sugestões, e não tenha medo de mudar inclusive seus pratos favoritos para que o cardápio torne-se mais adequado à demanda. Por exemplo, você é expert em uma receita especial de sobremesa, mas agora pode não ser o momento de incluí-lo no menu por conta do custo dos ingredientes e pelo fato da estação não ser favorável.

15 – CRIE UMA FICHA TÉCNICA

Para facilitar o trabalho do dia a dia para todos os profissionais do seu negócio e melhorar a qualidade dos alimentos, é importante criar a ficha técnica.

Trata-se de um documento com o objetivo de registrar todas as informações sobre os pratos como os ingredientes necessários, dados de fornecedores, instruções de armazenamento, o modo e tempo de preparo, por exemplo.
Além de servir de diretriz para os profissionais da cozinha e atendimento, essas informações reunidas serão primorosas para turbinar o seu cardápio.

Para saber mais, veja nosso post especial que aborda sobre a importância da ficha técnica para aumentar o lucro do seu restaurante.

Continue a leitura no link da fonte. Esperamos ter ajudado!

Fonte:https://www.i9menu.com.br/como-montar-um-cardapio-de-restaurante/

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